
Como descrever ao certo
a dor que em meu peito impreca
suplicando atenção quase cega
da minha consciência.
Como descrever racionalmente
o que o coração diz suplicante
que as mentiras que ouvistes antes
foi por ele tomadas como verdades
E a gritaria cega nesse abismo
não se resume com o fascismo
que a mente subjuga as humanas ações
Relata que não entende como sentir
onde antes não deveria existir
nada além de recordações
(14/05/2012 às 01:50h)
Vocês já se depararam com a estranha sensação de que o tempo está voando entre seus dedos?! Isto aconteceu comigo essa semana ao ir na estréia do livro de uma amiga de adolescência. Sim, estamos crescendo!
Sim, correu um filme sobre esses 10 anos em que a conhecei e tudo o que se passou: pessoas que entraram e saíram da minha vida, planos, sonhos, metas que pareciam tão difícies de serem alcançadas como vestibular, prova de residência… Quando vemos estamos sim em constante mudança e não temos controle sobre isso.
Observar que as pessoas ao seu redor também estão crescendo, desabrochando e atingindo suas metas. Tomando rumos não esperados, cometendo algumas loucuras, vivendo!
Não que tudo isso seja ruim. Apenas é a estranha sensação de um certo descontrole. Acredito que seja por falta de pensar um pouco sobre o dia-dia, filosofar!
Isso me fez lembrar da Sofia. Descobri os livros de Jostein Gaarder no primeiro ano de faculdade quando passava longas horas do meu dia na biblioteca da faculdade. Encontrei ótimos autores por lá. Recomendo muito este autor. Fico por aqui. Segue um trecho do livro abaixo. Boa semana! 
Quando você vê uma sombra, Sofia, na mesma hora você pensa que alguma coisa deve estar projetando esta sombra. Por exemplo, pode acontecer de você ver a sombra de um animal. Talvez a de um cavalo, mas você não está bem certo. Então você se vira e vê o animal verdadeiro, que, naturalmente, é muito mais bonito e de contornos mais nítidos do que a imprecisa sombra. É POR ISSO QUE PLATÃO CONSIDERA TODOS OS FENÔMENOS DA NATUREZA MEROS REFLEXOS DAS FORMAS ETERNAS, OU IDÉIAS. Só que a maioria das pessoas está satisfeita com sua vida em meio a esses reflexos sombreados. Elas acreditam que as sombras são tudo o que existe, e por isso não as vêem como sombras. Com isto,esquecem-se também da imortalidade da alma. O mundo de Sofia, pág 104.
Chamo-me Daniela Leal, 24 anos, blogueira, médica. Moro em Campo Grande MS. Há 7 anos blogueira, apaixonada por filmes, livros e música
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